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<< bandeira, a qual, longe de exprimir o pensamento geral da nação brazileira, é o emblema de uma seita e nada mais. »

Palavras de SANTOS DUMONT, extrahidas duma correspondencia do Jornal do Commercio, de 27 de novembro de 1906.

<< Levantemos os nossos corações, e não temamos dizer á nossa patria a verdade que julgamos dever aproveitar-lhe. »

ALBERT B. HART, cit. por José VerisSIMO, na Educação nacional, introd., pág. XLVII.

« On peut avoir trois principaux objects dans l'étude de la vérité : l'un, de la découvrir quand on la cherche ; l'autre, de la démontrer quand on la possède; le dernier, de la discerner d'avec le faux quand on l'examine. »

PASCAL, Pensées, cap. De l'esprit géométrique, pág. 359.

<< Quil faut mettre dans les vertus une certaine noblesse; dans les mœurs, une certaine franchise; dans les manières, une certaine politesse. »

MONTESQUIEU, Esprit des lois, liv. IV, cap. II, pág. 27.

<< Ha cousas que nenhuma equanimidade basta para dellas se fallar sem indignação, ou sem riso. É necessario escolher, e eu prefiro o ultimo quando se tracta de embustes e miserias que já não fazem mal. »

ALEXANDRE HERCULANO, Opusculos, tom. 3.o, pág. 184.

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quelles que, de perto, se interessam pêlos assumptos nacionaes, sabem que, na Câmara dos Deputados da União, existe um projecto de

lei, afim de substituir ou modificar a bandeira da República, o qual será opportunamente discutido naquella casa do Congresso.

Nós que, particularmente, nos deleitamos em acompanhar essas questões, emprehendemos a respeito um estudo mais ou menos extenso, que foi lido, na sua maior parte, perante o Instituto Historico e Geographico desta capital (1), em sessão de 20 de setembro de 1906, e, em seguida, publicado parcelladamente nas columnas do São Paulo, com as notas mais ligeiras, numa serie de onze artigos, quasi todos successivos. Nessa occasião, foram distribuidos, ás pessoas presentes e á imprensa paulistana, desenhos elucidativos do texto, os quaes, comquanto finalizados ás pressas e naturalmente defeituosos e pro

(1) São Paulo.

visorios, serviram, todavia, pâra mostrar os fundamentos da nossa these e melhor esclarecel-a em público.

Como tinhamos tenção de ampliar o nosso trabalho e imprimil-o em volume, com alguns documentos comprobatorios e várias notas ineditas, não demos áquelles escriptos, destinados, a princípio, a uma limitada conferência e, depois, á feição leve dum jornal, todo o desenvolvimento que melhor se lhes poderia dar, numa publicação mais completa e mais definitiva qual a do livro. Assim é que, nesses artigos, tratamos alguns pontos mui por alto, embora nos detivessemos mais em outros, segundo as conveniencias do assumpto e do momento.

Relativamente á crítica da bandeira actual, não pretendiamos accrescentar mais nada ao que haviamos escripto, sob o ponto de vista astronomico, tanto mais quanto essa parte se acha sufficientemente tratada no magnífico folheto de Eduardo Prado — A bandeira nacional —, no qual nos basearamos. Entretanto, mau grado nosso, é justamente dêsse thema a bandeira actual --, e quasi exclusivamnte delle, de que nos vamos occupar agóra, visto como a isso fomos forçados, por circumstâncias que passamos a expôr.

Tempos depois de sairem os nossos artigos, os arraiaes interessados na defesa da bandeira actual deram alarma notou-se uma certa agitação nos chefes; viu-se como que um movimento de bravos decididos; os tambores pareceram rufar no acampamento... E, por fim, numa occasião propícia, a boa e trefega meninada, sempre disposta a rir e a folgar, préviamente ensaiada pâra a festa, prorompeu em hymnos patrioticos e acclamações enthusiasticas, afim de saudar o << bello » e << sagrado symbolo, que os seus olhos, com certeza, tão curiosamente haveriam de admirar e as suas almas tão escassamente deveriam comprehender...

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Embora restringida a um certo grupo, não se póde negar que, por um lado, não fosse benefica essa reacção.

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